Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos

Bahiafarma realiza treinamento de testes rápidos em Goiás

27 de novembro de 2018
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Às vésperas do início do verão, profissionais de saúde de municípios goianos recebem instruções sobre diagnóstico de arboviroses

Com a proximidade do verão, municípios começam a se mobililizar para enfrentar as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como Dengue, Chikungunya e Zika. Em Goiás, profissionais de saúde de 28 cidades se reuniram, nesta terça-feira (27), para receber treinamento sobre o uso correto dos testes de diagnóstico rápido de arboviroses produzidos pela Bahiafarma e distribuídos para todo o País pelo Ministério da Saúde.

A ação foi realizada em Valparaíso de Goiás, localizada a 190 quilômetros de Goiânia, nos arredores do Distrito Federal. Goiás foi o Estado onde foi registrado, proporcionalmente, o maior número de casos de Dengue em 2018, com 1.025 casos para cada 100 mil habitantes (veja abaixo).

O uso correto dos dispositivos permite aos municípios tanto obter o diagnóstico correto e rápido – o que torna mais ágil o tratamento dos pacientes – quanto mapear os casos das doenças, possibilitando ações direcionadas e mais eficientes no controle do avanço das enfermidades. “Além de ser importantes ferramentas de diagnóstico, que facilitam a intervenção médica, os testes rápidos possibilitam uma leitura precisa de como as doenças estão se desenvolvendo nas regiões afetadas, o que permite às autoridades públicas agirem para controlar seu avanço”, afirma o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias.

O secretário de Saúde de Valparaíso de Goiás, Leonardo Esteves, também ressalta o papel econômico dos testes rápidos. “Com o uso desses dispositivos, dá para ser mais preciso nas notificações, o que previne a indicação e a realização de exames complementares desnecessários, por exemplo”, avalia o gestor, que é obstetra com especialização em medicina fetal e alto risco. “Os municípios devem usar essa ferramenta da melhor forma possível, dentro dos protocolos indicados.”

O treinamento, promovido em conjunto pelo Ministério da Saúde e pela Bahiafarma, integra os esforços da saúde pública brasileira de combate às arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, reunidos na campanha Todos Contra o Mosquito, que este ano tem como slogan “O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte. Com ações simples podemos combater o mosquito” (saiba mais). A campanha foi lançada no último dia 13, em Brasília.

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS – AEDES AEGYPTI

DENGUE
Até a última semana de outubro, foram notificados 220.921 casos de Dengue em todo o País, uma pequena redução em relação ao mesmo período de 2017 (223.171). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 106,4 casos/100 mil habitantes. Com relação ao número de óbitos, a queda é de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 167 mortes em 2017 para 130 neste ano. No total, 12 Estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destacam-se Goiás, Rio Grande do Norte e Acre, que registram as maiores incidências, com 1.025 casos/100 mil habitantes em Goiás; 624,4 casos/100 mil habitantes no Rio Grande do Norte e 420,8 casos/100 mil habitantes no Acre.

CHIKUNGUNYA
Até a última semana de outubro, foram registrados 80.940 casos de Febre Chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 39,0 casos/100 mil habitantes. A redução é de 55,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 182.587 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2017 foi de 87,9 casos/100 mil/hab. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 34 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 189 mortes confirmadas. No total, sete Estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destacam-se Mato Grosso e Rio de Janeiro, que registram as maiores incidências, com 394,5/100 mil habitantes no MS e 210,8 casos/100 mil habitantes no RJ.

ZIKA
Foram registrados 7.544 casos prováveis de Zika em todo país, até a última semana de outubro, uma redução de 54,6% em relação a 2017 (176.616). A taxa de incidência passou de 8,0 em 2017 para 3,6 neste ano. No total, sete Estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destaca-se o Rio Grande do Norte, com 14,9 casos/100 mil habitantes.

 

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