Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos

Bahia recebe primeiros lotes de insulinas da parceria Bahiafarma – Indar

14 de maio de 2018
Insulina - Caminhao

Medicamento, usado para tratamento da diabetes, passa a estar disponível no SUS; início da distribuição fortalece NE no Complexo Industrial da Saúde do País

A Bahia recebeu, nesta segunda-feira (14), os primeiros lotes de insulinas resultantes da parceria entre Bahiafarma e o laboratório ucraniano Indar, que passam a ser fornecidas a todo o País para abastecer a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição do produto no Nordeste começou a ser realizada também nesta segunda-feira, e, no Brasil, o laboratório baiano vai atender 50% da demanda do Ministério da Saúde para as insulinas de maior de uso no País – a Regular (R) e a de ação prolongada (NPH). Os medicamentos, usados para o tratamento da diabetes, chegarão hospitais, postos de saúde, Unidades de Pronto Atendimento e outros estabelecimentos públicos de saúde.

O acordo entre Bahiafarma e Indar, celebrado em regime de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), prevê a instalação de uma fábrica de insulinas no município de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A unidade tem previsão de conclusão de 40 meses após o início das obras, previsto para o segundo semestre deste ano. Neste período, será realizada a transferência de tecnologia entre os laboratórios ucraniano e baiano. “É um processo extremante complexo, tanto que são poucos os países do mundo que dominam essa tecnologia”, explica o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias.

Entre os benefícios, para o País, de deter a tecnologia para a produção própria de insulinas estão a maior segurança no fornecimento e a possibilidade de controle do valor do medicamento, que hoje sofre variações de acordo com a demanda e interesses dos países fabricantes.

“O início da distribuição da insulina da Bahiafarma e a perspectiva da construção da fábrica, que será a primeira de imunobiológicos no Nordeste, marcam uma mudança de patamar da Bahia e do Nordeste no contexto do Complexo Industrial da Saúde no Brasil”, afirma Dias. “A indústria farmacêutica passa a ser um potencial centro indutor de desenvolvimento produtivo não só para o Estado, mas para toda a região.”

Acordo
O acordo entre o Governo da Bahia, a Bahiafarma e o Laboratório Indar foi celebrado em agosto de 2017, na Ucrânia, em evento com a presença do governador Rui Costa. No mês passado, o Ministério da Saúde publicou, no Diário Oficial da União, a autorização de compra do medicamento, concretizando a PDP entre os laboratórios baiano e ucraniano.

Segundo Ronaldo Dias, o primeiro contrato entre a Bahiafarma e o Ministério da Saúde prevê a entrega de 20 milhões doses, distribuídas por todo o País. A quantidade representa aproximadamente 50% do consumo do sistema público de saúde. “A Bahia está sendo pioneira nessa distribuição no sistema público de saúde e em capitanear todo esse polo regional de biotecnologia, que será instalado a partir da fábrica. Isso reforça o trabalho que o governador Rui Costa vem fazendo em transformar os projetos que o Estado apresenta em polos impulsionadores de desenvolvimento.”

Quando entrar em funcionamento, a planta de fabricação de insulinas da Bahiafarma será a primeira unidade de produção de imunobiológicos da região Nordeste. A instalação da unidade também representará a reinserção do Brasil no campo de países produtores de insulina e será o único no Hemisfério Sul. Entre os benefícios para o Estado, estão a formação de mão-de-obra altamente qualificada e a atração de empresas do setor de insumos para a saúde.

Em pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, o número de brasileiros diagnósticados com diabetes cresceu 61,8%, entre 2006 e 2016. O número sinaliza que 8,9% da população vive com a doença. Dessa porcentagem, 600 mil brasileiros são portadores de diabetes tipo 1 e dependem do uso regular da insulina. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% dos adultos do mundo são diabéticos.

 

Fonte: Secom/BA

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